Ainda sobre zumbis

25 11 2009





23.11 – 31

25 11 2009

E, finalmente, essa semana foi meu aniversário. Um dia estranho. Um dia muito estranho. Como sempre faço, tem uma hora que paro pra contabilizar todas as coisas que aconteceram, metas atingidas e pontos perdidos.

Claro, apesar das altas cifras, não foi surpresa descobrir o saldo negativo.

Sabe, não gosto de reclamar. Sou grato por muitas coisas e, sinceramente, os revezes na minha vida são poucos e pequenos (exceto um). Mas mesmo assim, mesmo com todas as conquistas e tudo mais, mesmo com o status que eu obtive depois de tanto calvário, simplesmente não estou feliz – e me sinto muito mal por afirmar isso. Como se estivesse sendo ingrato. Mas na verdade, a mais pura verdade, estou apenas sendo sincero.

Uma amiga me disse, tempos atrás: “Você fez uma coisa muito perigosa. Colocou sua felicidade nas mãos de outra pessoa. Agora só te resta correr atrás pra pegar de volta, ou então arranjar outra.”

Pois é. Literalmente, ou vai, ou racha.





Metallica

16 11 2009

Outro dia minha irmã veio e disse: Mas que barulheira é essa?!

E eu: Silêncio! Isso é Metallica, tenha respeito!





Coisas do 193

16 11 2009

Chamado pra acidente de trânsito. Moto vs carro, uma vítima. Vamulá.

Chegando no local, uma moça havia caído da moto alegando que o carro a fechou. E ela chorava copiosamente. Nem se machucou muito, aqueles raladinhos de sempre. Estabilizamos, uma talazinha no braço pra garantir e vamos pro hospital.

No caminho a amiga dela (que veio junto) disse que ela estava muito chateada porque havia comprado a moto à menos de um mês. O cabo que trabalha comigo,  político e diplomata como ele só, tentou maquiar a situação para a moça se sentir melhor:

Cabo: Que é isso, não precisa chorar. Essas coisas acontecem mesmo. Olha só o meu colega aqui, também tem moto nova. Diz pra ela soldado, o que você faria se alguém te fechasse e você caísse de moto?

Soldado (eu): Sério mesmo? Ah, eu chorava…

(momento de silêncio)

Aí a moça riu. A acompanhante riu, o cabo riu, eu ri… E chegamos no hospital com todo mundo dando risada.

Agora imagina a cara de “ué?” das enfermeiras.





Chapter 11 – X-Mas Approaching

16 11 2009

Há alguns dias vi o primeiro letreiro luminoso de Natal. “Boas Festas”, luzes e aquela coisa toda. Uma única loja na avenida. Dias depois, o número de anúncios já era maior.

Essa época era sempre meio estranha pra gente mim. Ir ou não pra Sampa, passar com a família dela – coisa que eu adorava fazer – mas deixar a minha aqui com isso. Decisão difícil, se bem que depois de um tempo nem estava percebendo mais a diferença de uma família e de outra.

Esse ano as opções mudaram, mas não melhoraram. Possivelmente vou ter que trabalhar nos dois feriados.  Engraçado, pois na noite de reveillon eu sempre fazia dois pedidos, e um deles eu alcancei.

Mas nunca havia imaginado que pra ter um precisaria abrir mão do outro.





Lei de Murphy para hoje:

5 11 2009

“Uma ferramenta pesada, ao cair, sempre vai parar debaixo de algum móvel de difícil acesso. No caminho ela atinge o seu pé.”





Trocando o Pneu

5 11 2009

Explicar impedimento pra elas não dá. Vamos tentar algo mais simples, como trocar pneu.





Depois de mais de 25 anos, O (VERDADEIRO) FINAL DE CAVERNA DO DRAGÃO!

5 11 2009
caveend1
Parte 1
caveend2
Parte 2
caveend3
Parte 3

Peguei daqui ó!





AC/DC

5 11 2009

Rockers não ligam no dia seguinte. Se foi bom eles fazem isso:

Se bem que essa música sempre me lembra o Dean indo/voltando do inferno… ¬¬’





GEAR!

5 11 2009

Tem vezes que eu acho que a vida se molda para agradar a quem vive (eu, no caso). Nunca li ou assisti aquele tal de The Secret, mas muita gente me fala que eu atraio coisas boas, coisas que me fazem sentir bem, ou simplesmente coisas que eu acho legais.

glove (2)

Couro, com reforço de kevlar nas articulações e dorso.

Pois bem, até onde me lembro, gosto de equipamentos. Batman não tinha superpoderes, tinha equipamento. E o cara era foda. Deu até porrada no Superman e desafiou a inteligência de Sherlock Holmes. Um dos meus personagens de RPG favoritos era, justamente, um nerd com MUITO equipamento (que mais tarde se tornou uma combinação de Metroid Fusion com Iron Man com Dr. Octopus e Forge). Se não entendeu não se preocupe. Coisas de nerd são assim mesmo.

Fato, atualmente tenho duas armaduras e vários utensílios pra me tirar de qualquer enrascada. Minha mochila nunca foi tão útil. E adoro meu trabalho.

body armor

Placas de proteção nos braços e costas, impermeável, muitos bolsos.

Tenho uma armadura estilo power ranger (ainda incompleta, mas chego lá) , resistente à abrasão e contusões leves e uma de nomex com proteção anti-chama, anti-vapor, anti-cortes e alguma resistência a agentes químicos/biológicos, ambas com reforços extras de kevlar.

Dois capacetes estilosos, um até com engates para máscara de O2 (na verdade ar respirável, pois respirar O2 puro por muito tempo pode ser meio ruim). Máscara para agentes aéreos nocivos (não biológicos/virais, para isso tem outra máscara) e protetores oculares para variações de luz/polarização e demais aspectos nocivos físicos à visão.

epi (7)

Com compartimentos para rádio, lanterna, kit de primeiros socorros, etc, etc, etc...

Isso sem contar todos os outros apetrechos menores/maiores que estão à disposição. Ferramentas planejadas para estarem e funcionarem em uma ampla gama de situações, desde as mais simples à aquelas que aparecem no Datena.

Tá certo que tudo não é exatamente como aconteciam nas partidas, longe de alguns aspectos tecnológicos de sci-fi, mas ainda assim, convenhamos: são reais e tangíveis.

Anyway, depois de um tempo acabei percebendo que, realmente, a vida imita a arte. Nem que seja a arte de um nerd.





Chapter 10 – Chili & Doritos

5 11 2009

Depois do dia 2 voltamos a nos falar meio que esparçamente. No feriado do mês seguinte calhou para que eu estivesse de folga e ela por aqui. Conversa vai, conversa vem (via msn) e acabei indo até a casa dela. Levei doritos queijo nacho. Comemos com chilli. Estava todo mundo em casa e foi meio como que nos velhos tempos. O mesmo tom de happy family.

Levei um capacete extra, mas já tinha em mente que ela talvez não fosse querer sair pra dar uma volta. Mas não é que ela topou? Andamos a cidade toda, conversamos ainda mais. Nossa, quanta coisa acontece em seis meses…

Pra variar, na despedida o clima pesou um pouco. Inevitável, eu diria, mas bem diferente do que era antes. Disse-lhe o que pensava e o que senti nesses meses. Em parte, ela fez o mesmo. Lembrei-a de uma promessa que ainda precisava cumprir.

Fui embora e cheguei em casa ainda com um sorriso estampado no rosto (meio Coringa, saca?).

Afinal, não é todo dia que alguém ressuscita.





Little Morgan

5 11 2009

Cachorros. Taí uma coisa pela qual a vida vale a pena. Sempre teve um cachorro em casa desde que eu me entendo por gente. Pequenos, médios, grandes, gigantes, uns normais, outros nem tanto e outros bem longe disso.

Atualmente o cargo pertence à pequena Morgana, presente de aniversário para a minha irmã em 2004. Ela nasceu em 22 de Julho e minha irmã é do dia 27. Quando pequena, parecia um tufo de algodão que dormia dentro da minha pantufa de coiote. Pra falar a verdade nem cresceu muito, só que agora tem o aspecto daquelas escovonas brancas de limpar o teto. Poodle padrão.

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Ela nunca aprendeu a pular, mas sabe correr e rolar que nem doida. Sempre faz uma festa quando alguém da casa chega e adora passear de carro – aliás, ela sempre reconhece o barulhos dos carros que vem aqui em casa regularmente e vai recepcioná-los.Fica de plantão do lado até alguém abrir a porta para que ela entre.

Atualmente ela começou a reconhecer o barulho da0 minha moto, mas quando chega do lado fica com uma cara de interogação, meio que “como eu faço pra subir nesse treco?”





Modo “Hi-Luck-Agressive-Extreme” Ativado

1 11 2009

Nunca neguei. Minha sorte é foda. Se deixar dá porrada na cara dos outros de mão aberta e ainda fala “se olhar feio toma outro”.

Meu irmão, nessa vida de PM há mais tempo que eu, já me passou vários sermões e conselhos sobre deslocamento, afinal, pra trabalhar atualmente eu viajo uns 150 km e não ando armado.

Fato foi que eu nunca precisei pegar carona. Em um post anterior (aqui) já havia mencionado sobre, mas agora foi o chute no balde.

Mas vamos à história né? Pra começar dei de cara com um motorista caxias que não queria dar carona porque o bus tava cheio (feriado é foda) e não podia ir de pé na frente pois se o fiscal pegasse ele tava fu. Só que se eu perdesse aquele bus quem tava fu era eu. Insisti e ele disse que me levava até a metade do caminho, num pedágio, e de lá eu poderia pegar carona. Fazer o que, fui. Só queeeeeeee…

Bring me Luck- O bus acaba de sair da rodoviária e um fiscal pede carona – e olha que coisa! Ele ia pro mesmo lugar que eu! (my luck 1 x 0 zica).

- Com isso o motorista (levemente contrariado, mas o fiscal era gente boa XD) teve que me levar até o ponto que eu geralmente desço. E cara, tava calor, e eu de farda, mochila e bolsa (voltando de férias, sacumé). Caramba, tava morto de sede, um refri caía de boa. Mas fala sério, quase 11 da noite, tudo que é coisa gostosa na geladeira do quartel já deveria ter acabado faz tempo. Cheguei lá, falei com a galera e: “Ô rapaz! Tá com calor? Tem Coca e sorvete na geladeira, vai lá.” (my luck 2 x 0 zica).

- O dia transcorreu normal, teve uma ocorrência só e de boa. Como é fds, dá pra dormir e ficar de uniforme de educação física o dia todo (my luck 3 x 0 zica).

- Aí o sargento me chamou e falou que vai me mudar de turno. Ou seja, não estou mais de serviço, posso ir embora! (my luck 4 x 0 zica).

- De quebra consegui trocar serviço com um camarada no feriado. Ou seja,  na volta vou trabalhar dois dias e folgar quatro, passar a semana toda em casa (my luck 5 x 0 zica).

- Só que eu não sabia horário de bus pra ir embora naquela hora (5 da tarde). Fui de cara e peguei o das 5, mas quando cheguei na rodô o último bus pra minha cidade tinha saído há uma hora… (my luck 5 x 1 zica).

- Corri os guichês e tava foda. Só tinha ônibus 8 da noite, e pra uma cidade mais de 150 km longe de casa (mas que me colocava em linha reta com minha cidade). Pensei: vou pra lá, depois torço pra ter outro bus na rodô pra onde eu vou (my luck cobrando escanteio).

- Meio perdido (afinal nunca tinha feito aquele caminho, ainda mais deGood luck noite), já tava vendo que não ia ter bus na rodô, afinal já tava tarde. Pra variar o motorista não era muito de dar informação ou era meio chato mesmo. Acontece que tinha um policial no ônibus que puxou conversa e falou: faz o seguinte, não entra na cidade, pára no pedágio e pega uma carona. Pensei comigo, nunca peguei carona, comofaz? Claro, não perguntei. Desci no pedágio (my luck preparou, chutou).

- Olhei de um lado, nada de carros. Fui até uma mocinha de uniforme e ela me instruiu a atravessar os guichês até o lado em que a rodovia voltava. Olhei pro fundo, na escuridão, nenhum carro vindo. Os que vinham passavam vazado no Sem Parar. Pensei: eta nóis… Lembrei de uma vez que passei no pedágio, quando ainda era civil, e não dei carona pra uma policial (se bem porque eu nem tinha visto…). Pois é, as coisas voltam. (a bola sobe, vai cair na área, vários jogadores esperando…).

- Minha cidade estava a uns 100 km, três cidades no meio. A chance de achar alguém indo exatamente pra minha cidade existia, mas o movimento tava beeeem fraco. Fui andando e, na terceira cabine, tinha um carro sendo liberado. Um cara dentro apenas. Olhei meio sem jeito, e o cara me viu, esfregou os olhos e me chamou. Olhei e quase não acreditei, Não é que era um antigo amigo de escola! (my luck mata no peito, faz o voleio num zagueiro, caneta no outro, chapela o goleiro e manda de bicicleta – 6 x 1 zica).

Peraê, acho que vocês não entenderam direito. Vou falar de novo: O ÚNICO CARRO ÀS 22H00 EM UM PEDÁGIO NUMA RODOVIA GIGANTE QUE CRUZA O ESTADO DE SÃO PAULO ERA O DE UM ANTIGO AMIGO DE ESCOLA QUE EU NÃO VIA HÁ MAIS DE 10 ANOS E QUE ESTAVA VOLTANDO DO MATO GROSSO E INDO PRA MINHA CIDADE! (replay do gol, entrevista com o atacante, mostra a arquibancada fazendo “ola”).

- O cara tava voltando de Sampa, que por sua vez tinha voltado do Mato Grosso (!!) e tava indo embora pra minha cidade (7 x 1). E  ele ainda fala que nunca dava carona! A gente voltou falando que nem muleke, ele contando da vida, casado, filho de sete anos e eu contando de ser bombeiro e tudo mais. Como a galera se dispersou, calvície, bons negócios e todas essas coisas.

Chegando, ele me deixou na esquina de casa. Na melhor das hipóteses, vindo de ônibus, teria que pegar mais um circular ainda (8 x 1).

Por fim, o que eu digo: eu não reclamo dos momentos ruins. Problemas e perrengues todos passamos, mas é preciso saber ver quando a sorte (ou qualquer coisa que você queira chamar) te manda pra frente e te ajuda a sair do buraco.

Giving Four Leaf Clover





Lei de Murphy para hoje:

29 10 2009

Toda partícula que voa sempre encontra um olho aberto.”





Zombies, again

29 10 2009

Certo, vamos falar de zumbis de novo. Os sonhos voltaram, mas agora a temática é diferente: estou sempre conduzindo um grupo de pessoas por terreno infestado, buscando abrigo, comida e todas aquelas coisas. Antes era apenas eu, ou eu e mais alguém, mas pelo menos eu sempre escapava. Agora só o grupo geralmente escapa…

Outro dia vi um tutorial de como escapar de zumbis. Coisas como “corra em torno deles, são lentos”, ou “dê porrada em suas cabeças, é fácil”. Acontece que esses são os zumbas tipo aqueles do primeiro “A Volta dos Mortos Vivos”. Quem viu o filme sabe que não há porque aquilo ser uma catástrofe mundial.  Tanto que prenderam vários dentro de um curral e fizeram até uma espécie de rodeio. Eles sequer conseguem distinguir seus iguais de quem tá vivo do lado. Porque eles não se comem uns aos outros então?

Agora, vamos falar de algo coerente. Zumbis do Romero. Esses sim são motivo pra se ter algum tipo de plano de sobrevivência. São fortes, rápidos, ágeis e não páram nunca. São silenciosos, não tem medo de água e sua fome  / instinto de matança passa e volta rápido (ou seja, mordem, mastigam e vão embora. a vítima de reanima e todos estão com fome novamente). Formam grupos cada vez maiores e te perseguem pelo cheiro / movimento / som. É, são estes que tem nos meus sonhos.

Agora sim temos um cenário que vale a pena algumas dicas. Se for correr entre eles, eles te agaram, se jogam em cima de você ou correm atrás (e eles correm pra caramba hein!). Se for bater na cabeça deles com algo, é bom destruir de primeira – isso se o zumba não se jogar / agarrar / correr atrás de você. Em outras palavras, confronto aberto “close ranged” não é indicado.

Bom, o que eu faria:

1 – Não faça!

Não procure bombeiros, policiais, médicos e coisas do gênero. Possivelmente serão os primeiros infectados. Se pensa em correr atrás de armas, lembre-se que existem prioridades maiores (e atirar é fácil, difícil é acertar o tiro). Não saia de carro, não ande à toa pela rua.

zombieland

2 – Primeiras ações

Tem comida na sua casa? Ótimo. Tranque-se. Se sua casa for um sobrado ou coisa parecida, melhor ainda. Abandone o nível térreo e obstrua todas as entradas / escadas. Corra atrás de seus entes queridos agora, mas tenha em mente que não vai dar pra salvar todo mundo. Ah, claro, você deve ter visto por aí muitos conselhos como “abandone todos”, mas acontece que a culpa, o remorso e todas essas coisas chatas vão acabar te matando. Ou elas ou os zumbis, mas mais possivelmente os dois juntos. Faça o melhor que puder, é a melhor forma de não se auto-destruir. Se estiver em uma grande metrópole ou área urbana, fuja para o interior o quanto antes.

3 – Lutar não é opção

Então você acha que encarnou o Terminator, achou uma calibre 12 e vai resolver tudo em 20 minutos. Boa, vai lá, sobra mais comida pros outros. Guarde armas e munições para quando for acuado. Carregue sempre um facão grande, mas não vá pra cima deles. Se puder ficar em local seguro e atacá-los de lá, beleza. Mas lembre-se que isso não é videogame. Sua munição acaba. Você se cansa. Entendeu né? Aliás, o que te faz pensar que vai ser fácil conseguir ALGUMA arma? Centenas de sobreviventes incautos e com “Síndrome de Rambo” vão correr atrás de armas, e atrás deles vão os zumbis. Logo, os locais onde existem armas serão as maiores praças de alimentação da cidade. Enfie na cabeça: achar uma arma nesses dias vai ser beeeeem mais difícil do que é hoje em dia.

weapon safe

Claro, vai esperando...

4 – Equipe-se

Gosta de motos? Deveria. Com as ruas entulhadas de carros e caminhões abandonados (quase como um congestionamento normal, mas com zumbis e gente gritando), carros e veículos grandes não são opção para fuga (claro, sempre se excluem tanques de guerra e similares). Você vai precisar de proteção, uma armadura. Jaquetas pesadas e calças de motoqueiro, assim como as botas e luvas são uma excelente idéia pra segurar algumas mordidas. Claro, não esqueça o capacete.

armor

5 – Conquiste terreno elevado

Precisa abrigar um grupo? Vá ao supermercado. Tombe ou encoste um carro em todas as entradas. Obstrua tudo da melhor forma que puder e mantenha silêncio. Monte acampamento no telhado / sótão e evite os andares inferiores. Se espera ser resgatado, racione comida e água desde o primeiro momento. É sua melhor chance de aguentar por muito tempo.

6 – Planos de fuga

Certo, pode ser que esperar não seja viável. Afinal, pelo tempo ocioso eles ganham. E a comida acaba / estraga. Então tá na hora de botar o pé na estrada. Aposto que você pensou em um caminhão blindado com uma pá de neve na frente, rebocando um ônibus. Se arranjar um, me avisa. Voltando pra Terra, vamos ter que nos virar com o que sobrou largado pela rua. Friso ainda que a melhor opção ainda são motos, mas vamos precisar levar pessoas frágeis e comida, então caminhonetes e utilitários (como o Tucson) se tornam viáveis.

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7 – Batedores e Mecânicos

Quando estiver coordenando, escolha alguns caras corajosos pra ficarem pelos telhados, atraindo a atenção da zumbizada pra longe. Desta forma, outros corajosos podem sair pela rua e arrebanhar alguns veículos. Arranje uma garagem onde possa fazer reparos. Solde barras de ferro nos vidros e tenha sempre muita gasolina e pneus de reposição. Coloque algumas barras de ferro na parte de baixo da carroceria, viradas para fora (você já vai entender porquê).

8 – Preparativos finais

Armas, se tiver, melhor. Prefira calibres grossos, que destróem onde pegar – e deixe com quem sabe usar e não com moleques de 15 anos que viram dois ou três filmes antigos tipo os do Braddock. Armas de precisão (como rifles) serão úteis mais tarde. Comida, remédios e combustível devem ser divididos em partes iguais em todos os carros. Não é uma boa idéia ter um atirador em uma torre, pois os zumbas sempre podem escalar seu carro. Faça janelas de tiro versáteis, que não o deixem exposto. Se dispor de GPS’s ainda, seria uma boa para não perder o comboio. Rádios de comunicação e demais apetrechos são sempre bem vindos. Marquem um local para reencontro, tipo no meio do nada com lugar nenhum, onde se possa ver facilmente até o horizonte de todos os lados. Defina uma hierarquia de comando rígida. Só assim pra cada um não sair por aí fazendo o que quiser na hora do apavoro geral.

9 – Hora de partir

Pegou tudo? Todos estão a salvo dentro dos veículos? Arranjou algumas calibe 12 pra dar reforço? Comida? Gasolina? Remédios? Terço? Legal, ‘vambora. Solte os batedores na frente, com as motos, e os faça serem perseguidos. Eles espalharão a turba de zumbis, reduzindo sua força. Marque local de reencontro. Um dos batedores vai traçar o caminho dos carros, por ruas onde o tráfego ainda é possivel, em direção à rodovia. Ao sair do esconderijo, saia de uma vez e não volte caso tenha esquecido algo. Não corra demais, mas também não ande a 20 por hora. As barras de ferro ajudarão a derrubar quaisquer zumbis que tentarem perseguir as caminhonetes. Quando conseguir caminho livre, acelere.

10 – Você conseguiu! Bem vindo à vida errante de um sobrevivente!

Parabéns, todos (ou quase todos) se reencontraram em algum lugar aberto e desolado. Viaje sempre à noite, pois estarão mais protegidos dentro dos carros por causa da pouca visibilidade. Durante o dia, descansem e usem os rifles para derrubar zumbis à longa distância. Continue usando os batedores para conseguir comida, combustível, remédios e munição, mas jamais entre em cidades com o comboio. Usem o rádio para contactar possíveis sobreviventes tão organizados quanto vocês. E não se esqueça que agora até mesmo humanos podem ser inimigos (já viu Mad Max?).

mad-max-2-road-warrior

Agora que já fugimos, na próxima explico como fazer /coordenar uma colônia de sobreviventes em uma fortaleza (que pode ser uma fábrica abandonada à beira da estrada).

Até lá, sobrevivam.





De volta a velhos hábitos

29 10 2009

Voltando a ver/ouvir coisa boa. Claro que minha irmã continua achando que não passa de barulheira infernal descoordenada e impossível de ouvir.

Outro vídeo, com a letra. Bem mais legalzinho do que pareceu inicialmente.





O meu problema com lojas de brinquedos

29 10 2009

É sempre a mesma coisa. Fui comprar algo pra levar numa festa pra crianças e quase acabo gastando mais de 500 contos comigo mesmo. Ah se eu já não tivesse comprado outra coisa…

Mas eu ainda volto lá e pego aquele Megatron. E nem perguntei o preço do Wolverine.

Certo, não comprei o boneco. Mas lembrei dele de noite, na festinha =).

light adamantiunSnikt!





Ainda pela rua

29 10 2009

Moro no mesmo bairro há mais de 20 anos e, com a passar do tempo, muitos amigos foram embora e outros envelheceram aqui comigo – o que não impediu de que nos tornássemos distantes.

Esses dias, ao entrar em casa, uma figura estranha me chamou do meio da rua. Magro, visivelmente abatido, olhos vermelhos, aspecto relaxado e decrépito e, bem, acho que já me entenderam. Puxou conversa, um papo estranho e sem nexo. Fui cordial, mas desconversei logo. A figura foi embora.

Era um amigo de infância. Estudamos juntos, andávamos com a mesma turma. Mas aí ele se envolveu com as drogas e depois não o vi mais por vários anos. Não até que ele me viu.

Percebi que ele se esforçou para se lembrar de mim, meio que buscou forças para lembrar meu nome. Depois, passando pela rua, vi a casa onde ele ainda mora com a mãe. O aspecto de ambos é semelhante. Decaído e triste.

Bem, não quero dar lição de moral com esse post. Não quero julgar ninguém.

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Todos fazemos escolhas.





Boa também

29 10 2009

pro lufs





Chapter 9 – In a galaxy far, far away…

29 10 2009

r2d2 in comparison

Sempre amei o senso de humor dela.