Lei de Murphy para hoje:

27 11 2009

“Oitenta por cento do exame final que você prestará será baseado na
única aula que você perdeu, baseada no único livro que você não leu.”





Esperto Bagarai

27 11 2009

Só queria saber onde foi parar a marreta.





Ainda sobre zumbis

25 11 2009





23.11 – 31

25 11 2009

E, finalmente, essa semana foi meu aniversário. Um dia estranho. Um dia muito estranho. Como sempre faço, tem uma hora que paro pra contabilizar todas as coisas que aconteceram, metas atingidas e pontos perdidos.

Sei lá, coisa estranha. Não gosto de reclamar, mas acho que esse ano fiquei devendo pra mim mesmo, apesar das altas cifras envolvidas.

O que me leva a crer que preciso marcar mais pontos nesse novo ano. Tipo o Buzz, para o infinito, e além.

Ps. O post original estava muito deprê. Substituído.





Metallica

16 11 2009

Outro dia minha irmã veio e disse: Mas que barulheira é essa?!

E eu: Silêncio! Isso é Metallica, tenha respeito!





Coisas do 193

16 11 2009

Chamado pra acidente de trânsito. Moto vs carro, uma vítima. Vamulá.

Chegando no local, uma moça havia caído da moto alegando que o carro a fechou. E ela chorava copiosamente. Nem se machucou muito, aqueles raladinhos de sempre. Estabilizamos, uma talazinha no braço pra garantir e vamos pro hospital.

No caminho a amiga dela (que veio junto) disse que ela estava muito chateada porque havia comprado a moto à menos de um mês. O cabo que trabalha comigo,  político e diplomata como ele só, tentou maquiar a situação para a moça se sentir melhor:

Cabo: Que é isso, não precisa chorar. Essas coisas acontecem mesmo. Olha só o meu colega aqui, também tem moto nova. Diz pra ela soldado, o que você faria se alguém te fechasse e você caísse de moto?

Soldado (eu): Sério mesmo? Ah, eu chorava…

(momento de silêncio)

Aí a moça riu. A acompanhante riu, o cabo riu, eu ri… E chegamos no hospital com todo mundo dando risada.

Agora imagina a cara de “ué?” das enfermeiras.





Chapter 11 – X-Mas Approaching

16 11 2009

Há alguns dias vi o primeiro letreiro luminoso de Natal. “Boas Festas”, luzes e aquela coisa toda. Uma única loja na avenida. Dias depois, o número de anúncios já era maior.

Essa época era sempre meio estranha pra gente mim. Ir ou não pra Sampa, passar com a família dela – coisa que eu adorava fazer – mas deixar a minha aqui com isso. Decisão difícil, se bem que depois de um tempo nem estava percebendo mais a diferença de uma família e de outra.

Esse ano as opções mudaram, mas não melhoraram. Possivelmente vou ter que trabalhar nos dois feriados.  Engraçado, pois na noite de reveillon eu sempre fazia dois pedidos, e um deles eu alcancei.

Mas nunca havia imaginado que pra ter um precisaria abrir mão do outro.





Lei de Murphy para hoje:

5 11 2009

“Uma ferramenta pesada, ao cair, sempre vai parar debaixo de algum móvel de difícil acesso. No caminho ela atinge o seu pé.”





Trocando o Pneu

5 11 2009

Explicar impedimento pra elas não dá. Vamos tentar algo mais simples, como trocar pneu.





Depois de mais de 25 anos, O (VERDADEIRO) FINAL DE CAVERNA DO DRAGÃO!

5 11 2009
caveend1
Parte 1
caveend2
Parte 2
caveend3
Parte 3

Peguei daqui ó!





AC/DC

5 11 2009

Rockers não ligam no dia seguinte. Se foi bom eles fazem isso:

Se bem que essa música sempre me lembra o Dean indo/voltando do inferno… ¬¬’





GEAR!

5 11 2009

Tem vezes que eu acho que a vida se molda para agradar a quem vive (eu, no caso). Nunca li ou assisti aquele tal de The Secret, mas muita gente me fala que eu atraio coisas boas, coisas que me fazem sentir bem, ou simplesmente coisas que eu acho legais.

glove (2)

Couro, com reforço de kevlar nas articulações e dorso.

Pois bem, até onde me lembro, gosto de equipamentos. Batman não tinha superpoderes, tinha equipamento. E o cara era foda. Deu até porrada no Superman e desafiou a inteligência de Sherlock Holmes. Um dos meus personagens de RPG favoritos era, justamente, um nerd com MUITO equipamento (que mais tarde se tornou uma combinação de Metroid Fusion com Iron Man com Dr. Octopus e Forge). Se não entendeu não se preocupe. Coisas de nerd são assim mesmo.

Fato, atualmente tenho duas armaduras e vários utensílios pra me tirar de qualquer enrascada. Minha mochila nunca foi tão útil. E adoro meu trabalho.

body armor

Placas de proteção nos braços e costas, impermeável, muitos bolsos.

Tenho uma armadura estilo power ranger (ainda incompleta, mas chego lá) , resistente à abrasão e contusões leves e uma de nomex com proteção anti-chama, anti-vapor, anti-cortes e alguma resistência a agentes químicos/biológicos, ambas com reforços extras de kevlar.

Dois capacetes estilosos, um até com engates para máscara de O2 (na verdade ar respirável, pois respirar O2 puro por muito tempo pode ser meio ruim). Máscara para agentes aéreos nocivos (não biológicos/virais, para isso tem outra máscara) e protetores oculares para variações de luz/polarização e demais aspectos nocivos físicos à visão.

epi (7)

Com compartimentos para rádio, lanterna, kit de primeiros socorros, etc, etc, etc...

Isso sem contar todos os outros apetrechos menores/maiores que estão à disposição. Ferramentas planejadas para estarem e funcionarem em uma ampla gama de situações, desde as mais simples à aquelas que aparecem no Datena.

Tá certo que tudo não é exatamente como aconteciam nas partidas, longe de alguns aspectos tecnológicos de sci-fi, mas ainda assim, convenhamos: são reais e tangíveis.

Anyway, depois de um tempo acabei percebendo que, realmente, a vida imita a arte. Nem que seja a arte de um nerd.





Chapter 10 – Chili & Doritos

5 11 2009

Depois do dia 2 voltamos a nos falar meio que esparçamente. No feriado do mês seguinte calhou para que eu estivesse de folga e ela por aqui. Conversa vai, conversa vem (via msn) e acabei indo até a casa dela. Levei doritos queijo nacho. Comemos com chilli. Estava todo mundo em casa e foi meio como que nos velhos tempos. O mesmo tom de happy family.

Levei um capacete extra, mas já tinha em mente que ela talvez não fosse querer sair pra dar uma volta. Mas não é que ela topou? Andamos a cidade toda, conversamos ainda mais. Nossa, quanta coisa acontece em seis meses…

Pra variar, na despedida o clima pesou um pouco. Inevitável, eu diria, mas bem diferente do que era antes. Disse-lhe o que pensava e o que senti nesses meses. Em parte, ela fez o mesmo. Lembrei-a de uma promessa que ainda precisava cumprir.

Fui embora e cheguei em casa ainda com um sorriso estampado no rosto (meio Coringa, saca?).

Afinal, não é todo dia que alguém ressuscita.





Little Morgan

5 11 2009

Cachorros. Taí uma coisa pela qual a vida vale a pena. Sempre teve um cachorro em casa desde que eu me entendo por gente. Pequenos, médios, grandes, gigantes, uns normais, outros nem tanto e outros bem longe disso.

Atualmente o cargo pertence à pequena Morgana, presente de aniversário para a minha irmã em 2004. Ela nasceu em 22 de Julho e minha irmã é do dia 27. Quando pequena, parecia um tufo de algodão que dormia dentro da minha pantufa de coiote. Pra falar a verdade nem cresceu muito, só que agora tem o aspecto daquelas escovonas brancas de limpar o teto. Poodle padrão.

morgana1

Ela nunca aprendeu a pular, mas sabe correr e rolar que nem doida. Sempre faz uma festa quando alguém da casa chega e adora passear de carro – aliás, ela sempre reconhece o barulhos dos carros que vem aqui em casa regularmente e vai recepcioná-los.Fica de plantão do lado até alguém abrir a porta para que ela entre.

Atualmente ela começou a reconhecer o barulho da0 minha moto, mas quando chega do lado fica com uma cara de interogação, meio que “como eu faço pra subir nesse treco?”





Modo “Hi-Luck-Agressive-Extreme” Ativado

1 11 2009

Nunca neguei. Minha sorte é foda. Se deixar dá porrada na cara dos outros de mão aberta e ainda fala “se olhar feio toma outro”.

Meu irmão, nessa vida de PM há mais tempo que eu, já me passou vários sermões e conselhos sobre deslocamento, afinal, pra trabalhar atualmente eu viajo uns 150 km e não ando armado.

Fato foi que eu nunca precisei pegar carona. Em um post anterior (aqui) já havia mencionado sobre, mas agora foi o chute no balde.

Mas vamos à história né? Pra começar dei de cara com um motorista caxias que não queria dar carona porque o bus tava cheio (feriado é foda) e não podia ir de pé na frente pois se o fiscal pegasse ele tava fu. Só que se eu perdesse aquele bus quem tava fu era eu. Insisti e ele disse que me levava até a metade do caminho, num pedágio, e de lá eu poderia pegar carona. Fazer o que, fui. Só queeeeeeee…

Bring me Luck- O bus acaba de sair da rodoviária e um fiscal pede carona – e olha que coisa! Ele ia pro mesmo lugar que eu! (my luck 1 x 0 zica).

- Com isso o motorista (levemente contrariado, mas o fiscal era gente boa XD) teve que me levar até o ponto que eu geralmente desço. E cara, tava calor, e eu de farda, mochila e bolsa (voltando de férias, sacumé). Caramba, tava morto de sede, um refri caía de boa. Mas fala sério, quase 11 da noite, tudo que é coisa gostosa na geladeira do quartel já deveria ter acabado faz tempo. Cheguei lá, falei com a galera e: “Ô rapaz! Tá com calor? Tem Coca e sorvete na geladeira, vai lá.” (my luck 2 x 0 zica).

- O dia transcorreu normal, teve uma ocorrência só e de boa. Como é fds, dá pra dormir e ficar de uniforme de educação física o dia todo (my luck 3 x 0 zica).

- Aí o sargento me chamou e falou que vai me mudar de turno. Ou seja, não estou mais de serviço, posso ir embora! (my luck 4 x 0 zica).

- De quebra consegui trocar serviço com um camarada no feriado. Ou seja,  na volta vou trabalhar dois dias e folgar quatro, passar a semana toda em casa (my luck 5 x 0 zica).

- Só que eu não sabia horário de bus pra ir embora naquela hora (5 da tarde). Fui de cara e peguei o das 5, mas quando cheguei na rodô o último bus pra minha cidade tinha saído há uma hora… (my luck 5 x 1 zica).

- Corri os guichês e tava foda. Só tinha ônibus 8 da noite, e pra uma cidade mais de 150 km longe de casa (mas que me colocava em linha reta com minha cidade). Pensei: vou pra lá, depois torço pra ter outro bus na rodô pra onde eu vou (my luck cobrando escanteio).

- Meio perdido (afinal nunca tinha feito aquele caminho, ainda mais deGood luck noite), já tava vendo que não ia ter bus na rodô, afinal já tava tarde. Pra variar o motorista não era muito de dar informação ou era meio chato mesmo. Acontece que tinha um policial no ônibus que puxou conversa e falou: faz o seguinte, não entra na cidade, pára no pedágio e pega uma carona. Pensei comigo, nunca peguei carona, comofaz? Claro, não perguntei. Desci no pedágio (my luck preparou, chutou).

- Olhei de um lado, nada de carros. Fui até uma mocinha de uniforme e ela me instruiu a atravessar os guichês até o lado em que a rodovia voltava. Olhei pro fundo, na escuridão, nenhum carro vindo. Os que vinham passavam vazado no Sem Parar. Pensei: eta nóis… Lembrei de uma vez que passei no pedágio, quando ainda era civil, e não dei carona pra uma policial (se bem porque eu nem tinha visto…). Pois é, as coisas voltam. (a bola sobe, vai cair na área, vários jogadores esperando…).

- Minha cidade estava a uns 100 km, três cidades no meio. A chance de achar alguém indo exatamente pra minha cidade existia, mas o movimento tava beeeem fraco. Fui andando e, na terceira cabine, tinha um carro sendo liberado. Um cara dentro apenas. Olhei meio sem jeito, e o cara me viu, esfregou os olhos e me chamou. Olhei e quase não acreditei, Não é que era um antigo amigo de escola! (my luck mata no peito, faz o voleio num zagueiro, caneta no outro, chapela o goleiro e manda de bicicleta – 6 x 1 zica).

Peraê, acho que vocês não entenderam direito. Vou falar de novo: O ÚNICO CARRO ÀS 22H00 EM UM PEDÁGIO NUMA RODOVIA GIGANTE QUE CRUZA O ESTADO DE SÃO PAULO ERA O DE UM ANTIGO AMIGO DE ESCOLA QUE EU NÃO VIA HÁ MAIS DE 10 ANOS E QUE ESTAVA VOLTANDO DO MATO GROSSO E INDO PRA MINHA CIDADE! (replay do gol, entrevista com o atacante, mostra a arquibancada fazendo “ola”).

- O cara tava voltando de Sampa, que por sua vez tinha voltado do Mato Grosso (!!) e tava indo embora pra minha cidade (7 x 1). E  ele ainda fala que nunca dava carona! A gente voltou falando que nem muleke, ele contando da vida, casado, filho de sete anos e eu contando de ser bombeiro e tudo mais. Como a galera se dispersou, calvície, bons negócios e todas essas coisas.

Chegando, ele me deixou na esquina de casa. Na melhor das hipóteses, vindo de ônibus, teria que pegar mais um circular ainda (8 x 1).

Por fim, o que eu digo: eu não reclamo dos momentos ruins. Problemas e perrengues todos passamos, mas é preciso saber ver quando a sorte (ou qualquer coisa que você queira chamar) te manda pra frente e te ajuda a sair do buraco.

Giving Four Leaf Clover