Chapter 31 – Death in the Dreamworld

Publicado: janeiro 26, 2012 em Broken Heart Journal

Já faz um tempo que deixei de comentar (ou relatar) todas as vezes que sonho com você. Não, obviamente, que tenha deixado de acontecer. Muito pelo contrário, até.

Sobre meu sono: ele é leve. rolo muito na cama, ajeito os travesseiros de um jeito peculiar, me cubro e descubro. Acordo com qualquer ruído. Por vezes sei que estou dormindo, noutras só percebo de manhã. Contudo, o efeito realmente interessante desse conjunto é não me dar certeza de quando estou sonhando.

É bom poder vê-la novamente, conversar, saber sobre você. Ouvir sua voz e delinear aqueles contornos labiais delicados e perfeitos. Recriar aleatoriamente a cor dos seus cabelos e alguma nova tattoo aqui e ali, mesmo que tudo não passe de uma projeção (por vezes cruel) do meu subconsciente.

Mas, num dado momento, a linha tênue entre os mundo se rompe e eu abro os olhos. Toda uma realidade se aniquila perante um quarto escuro e silencioso. Tudo fica congelado no tempo até que meu corpo se dá conta do que houve.

Inspiro profundamente. Expiro. antes havia uma contagem. Não mais agora.

Todo o sono ou vontade de dormir desaparecem. Olho o relógio apenas pra saber por quanto tempo ainda preciso esperar pra dar continuidade à minha vida. 3h20.

Pode parecer ruim a um observador externo. Imagino o que vocês pensariam sobre isso, e em todos os comentários de auto-ajuda que lhes ocorrem. Mas eu realmente não sei se gostaria que isso acabasse.

Dói. É ruim, amortece os sentidos. Me sinto vazio e desolado.

Mas é o que eu tenho hoje, de você.

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