O dia em que deixei de me importar

27 12 2009

(continuação do capítulo 12)

Sei que apenas fui em direção à rodovia. Peguei a primeira saída no trevo e fui em frente. O tanque estava quase cheio, o ar estava frio, e sim, eu vi a tempestade. A luz do dia ia diminuindo rápido enquanto eu me aproximava dela. A viseira do capacete recebeu as primeiras gotas, senti o mesmo nas minhas pernas e braços. Frias e afiadas como agulhas voadoras vindas do nada, sempre no mesmo ângulo. Mais à frente, rompi a parede de água.

Acelerei. “Something In Your Mouth” bombava na minha cabeça como se meus ouvidos fossem caixas de som.

A água escorria rapidamente e de forma uniforme pela viseira. Sentia o pneu dianteiro cortando a lâmina d’água, e algumas vezes andando por sobre ela. Continuei acelerando. 120, 140, 160. Os demais carros, prudentes, desviavam do meu caminho antecipadamente. Eu apenas me concentrava em olhar para frente, me manter imóvel e continuar acelerando.

Nem sei por quanto tempo estava fazendo aquilo, mas continuei. E a chuva ficava cada vez mais forte. Me senti como o Tenente Dan desafiando a tempestade. Silenciosamente. apenas o exaustor gritava.

170 km/h. Só conseguia sentir as agulhadas dos pingos da chuva em meus braços e pernas se me concentrasse nelas. Caso contrário a sensação era única. Uma mistura de formigamento com irritação. E frio. Muito frio. Mas nada em se comparado ao inverno desse ano. De fato, jamais senti tanto frio posteriormente àquele junho.

O brilho da rodovia à noite, sob o farol alto, era ainda mais intenso com aquela chuva. Alguns veículos lançavam uma nuvem baixa de respingos para trás, e me perguntei se fazia o mesmo – mas não olhei para ver. De fato, a única coisa que eu ainda  reparava era a expressão dos motoristas quando eu passava por eles. 180 km/h.

Perdi a entrada para o retorno. A chuva ficou mais densa. Não tenho certeza, mas creio que as pequenas batidas que eu ouvia eram granizo. Um grande declive à frente. Continuei acelerando e a kw-10 continuou respondendo. Sentia que ela voava baixo. “Se for pra acabar, que não sobre nada”. Pensei.

O ponteiro tencionava alcançar 190, foi quando senti que  a dor estava diminuindo. Olhando simultaneamente pelo retrovisor e à frente, percebi que havia passado pela tempestade. Foi quando eu pensei se meu celular ainda estava funcionando e se minha carteira ainda estava seca. A chuva ainda caía, mas bem mais leve do que alguns kilômetros atrás. Fiz o retorno logo à frente e, novamente, me vi de cara com a tempestade.

Não tinha percebido na vinda, mas agora o vento estava muito forte. Por mais que eu tentava me manter centrado na via, ele me empurrava para o acostamento. A chuva vinha de lado, ainda mais forte do que antes. Usei alguns caminhões como anteparo para me estabilizar, e novamente alcancei a marca de 180 km/h.

Estranhamente, a volta pareceu bem mais rápida. Vai ver porque a chuva se deslocava em sentido contrário, ou qualquer outra coisa assim. Quando percebi, a pista já estava seca e já não haviam mais gotas na viseira. A luz que indica reserva de combustível acendeu.

Minha roupa não pingava quando cheguei em casa. Retirei os itens dos bolsos e vi que estavam bem. Deixei tudo na área de serviço e fui tomar banho. A mesma sensação, só que suave e quente.

Não parei muito para pensar no que tinha feito, nem porque estava fazendo, mas funcionou bem. Dormi bastante naquela noite.

E minha dor de cabeça passou.





Chapter 12 – Haunted

27 12 2009

Sabe, tem horas que me sinto como um soldado que sobreviveu a uma chuva de morteiros em plena praia de Omaha. Feliz por estar vivo, por ter resistido, mas arrasado ao olhar em volta.

Essa cidade me assombra. Não há como passar pelas suas parcas ruas sem ser atacado por lembranças. Lembranças boas (em sua grande parte), mas que dóem e se tornam cruéis. Constantemente me vejo encurralado, tendo que optar entre ficar em casa ou sair e enfrentar meus fantasmas. Lugares em que estive com meus amigos, lugares em que ri e brinquei, lugares em pelos quais passava todos os dias, lugares em que ia com Ela.

Hoje estava de folga. Dei um trato na moto e mais à tardinha saí pra andar. Estava muito calor e eu com dor de cabeça. Passei o dia todo dentro do quarto.

No caminho, resolvi passar pela rua em que ela morava. Coincidentemente, seu pai estava lá na frente e eu parei pra dar um alô. Imaginei que ela estivesse em São Paulo, com todo mundo, como era comum todos os anos. Ele me disse que todos estavam ali, em uma festa na casa do vizinho. Inicialmente fiquei contente, mas logo esse sentimento mudou radicalmente. Estavam todos ali. E nenhum deles me ligou, nem ela, nem a mãe, ninguém. Não foi difícil concluir que simplesmente não era para eu saber. Que não era da minha conta. Lugar errado, hora errada. Só isso.

O pai dela insistiu para que eu ficasse, ou que fosse até a festa, mas educadamente eu recusei. Tentou me fazer combinar de voltar algum outro dia, mas também foi infrutífero. Creio que ele percebeu o que eu pensei.

Só não quis atrapalhar. Afinal, minha presença já não é mais nada de relevante mesmo. Sequer sei se tenho o direito de me sentir triste por isso.

Voltei pra casa. No caminho, em uma avenida, parei por alguns segundos e, em seguida, optei por tomar o caminho da rodovia ao invés de ir para casa. Foi então que eu liguei o “foda-se”. (continua)





Breve tratado sobre amizade

19 12 2009

Não quero me prolongar nesse post, e começando-o desta forma é uma boa maneira de não ir muito longe.

Tive vários amigos. É, tive, no passado mesmo. Com o tempo quase todos seguiram por rumos diferentes. Um dia percebi que era o último que havia restado por aqui. Talvez fosse um pensamento coletivo “crescer e sair da cidade”. Talvez fosse apenas a coisa mais óbvia a fazer. Só sei que sinto a falta de cada um deles. De fato, quando Ela foi embora para São Paulo, grande parte da minha tristeza foi justamente o fato de mais uma grande amiga ter ido embora.

Mas a minha intenção nesse post, na verdade, é apenas agradecer. Agradecer a um seleto grupo que ficou e que, apesar da distância física relativa, estiveram sempre por perto, principalmente nos meus piores dias.

Vlw Bru, por me escutar,

Vlw T, por estar sempre aí,

Vlw Lucas, pelo alto astral,

Vlw Elaine, por ser chata,

Vlw Su, por me fazer olhar pra frente.

Pra vocês, a melhor história já contada sobre o assunto:

Versão especial para as meninas:

E sobre a melhor história, aqui.

Ps.: Se continuarem me chamando pra ser padrinho de casamento vou usar ternos coloridos e tênis com luzinha.





Cadê a cestinha?

19 12 2009

Recentemente descobri que gosto de supermercados. Não sei exatamente do que neles, mas gosto. Sempre que posso estou perdido num grandão que tem aqui perto de casa. Passo em todos os corredores, vejo coisas inúteis que nunca vou precisar e outras coisas que eu adoro comer. Até na adega dou uma passadinha.

Não sou de fazer compras, na verdade só compro porcarias, doces e afins, mas andar pelos corredores despreocupadamente colocando algumas besteiras na cestinha tem sido uma terapia excelente. Me distrai tanto que na hora de pagar esqueci até a senha do cartão. Wathever, ainda bem que tinha outro.

Claro que meu corredor preferido é o dos doces. Se estiver com tempo passo por ele diversas vezes. Outro dia passei pelo caixa com a cestinha cheia de chocolate branco – uns 50 reais  mais ou menos. A operadora do caixa fez uma cara de “meu Deus, salva essa alma”. ¬¬’





Murphy, insistentemente.

19 12 2009

Atualmente tenho pensado muito sobre o que fazer da vida. Quer dizer, tomar um rumo, decidir coisas concretas e não apenas “ir vivendo”. O pessoal do trabalho vive dizendo que se estivessem no meu lugar estariam muuuuuito melhor (uma questão de ponto de vista, ao meu ver). Um cabo vivia tacando praga de que eu logo iria me casar e arranjar uma meia dúzia de “barrigudinhos” pra cuidar.

Vero, meus planos (se é que se pode chamar de planos) não vão por esse lado (pelo menos não mais agora). Pra falar a verdade eles não vão pra lugar nenhum. Minha única ambição direta é me graduar o quanto antes e mais nada – e nem sei bem porque quero tanto mais algumas divisas.

Dias atrás tive uma idéia. Algo grande. Talvez funcione. E se não funcionar, bem, pelo menos tentei. O que não pode acontecer é isso:

Tá foda… Até cartaz de pizzaria tá me dando lição de moral ultimamente…





Empty

13 12 2009

Faz uns 10 dias que estou tentando escrever algo que preste pra ser lido, e ainda não obtive sucesso em tal empreitada. Até tenho algumas coisas legais pra falar (e outras nem tanto) mas ainda não consegui fluir meu pensamento em palavras decentes (bonito isso né?).

A gente se vê em alguns dias então. See Ya.





23.11 – 31

25 11 2009

E, finalmente, essa semana foi meu aniversário. Um dia estranho. Um dia muito estranho. Como sempre faço, tem uma hora que paro pra contabilizar todas as coisas que aconteceram, metas atingidas e pontos perdidos.

Sei lá, coisa estranha. Não gosto de reclamar, mas acho que esse ano fiquei devendo pra mim mesmo, apesar das altas cifras envolvidas.

O que me leva a crer que preciso marcar mais pontos nesse novo ano. Tipo o Buzz, para o infinito, e além.

Ps. O post original estava muito deprê. Substituído.





GEAR!

5 11 2009

Tem vezes que eu acho que a vida se molda para agradar a quem vive (eu, no caso). Nunca li ou assisti aquele tal de The Secret, mas muita gente me fala que eu atraio coisas boas, coisas que me fazem sentir bem, ou simplesmente coisas que eu acho legais.

glove (2)

Couro, com reforço de kevlar nas articulações e dorso.

Pois bem, até onde me lembro, gosto de equipamentos. Batman não tinha superpoderes, tinha equipamento. E o cara era foda. Deu até porrada no Superman e desafiou a inteligência de Sherlock Holmes. Um dos meus personagens de RPG favoritos era, justamente, um nerd com MUITO equipamento (que mais tarde se tornou uma combinação de Metroid Fusion com Iron Man com Dr. Octopus e Forge). Se não entendeu não se preocupe. Coisas de nerd são assim mesmo.

Fato, atualmente tenho duas armaduras e vários utensílios pra me tirar de qualquer enrascada. Minha mochila nunca foi tão útil. E adoro meu trabalho.

body armor

Placas de proteção nos braços e costas, impermeável, muitos bolsos.

Tenho uma armadura estilo power ranger (ainda incompleta, mas chego lá) , resistente à abrasão e contusões leves e uma de nomex com proteção anti-chama, anti-vapor, anti-cortes e alguma resistência a agentes químicos/biológicos, ambas com reforços extras de kevlar.

Dois capacetes estilosos, um até com engates para máscara de O2 (na verdade ar respirável, pois respirar O2 puro por muito tempo pode ser meio ruim). Máscara para agentes aéreos nocivos (não biológicos/virais, para isso tem outra máscara) e protetores oculares para variações de luz/polarização e demais aspectos nocivos físicos à visão.

epi (7)

Com compartimentos para rádio, lanterna, kit de primeiros socorros, etc, etc, etc...

Isso sem contar todos os outros apetrechos menores/maiores que estão à disposição. Ferramentas planejadas para estarem e funcionarem em uma ampla gama de situações, desde as mais simples à aquelas que aparecem no Datena.

Tá certo que tudo não é exatamente como aconteciam nas partidas, longe de alguns aspectos tecnológicos de sci-fi, mas ainda assim, convenhamos: são reais e tangíveis.

Anyway, depois de um tempo acabei percebendo que, realmente, a vida imita a arte. Nem que seja a arte de um nerd.





Modo “Hi-Luck-Agressive-Extreme” Ativado

1 11 2009

Nunca neguei. Minha sorte é foda. Se deixar dá porrada na cara dos outros de mão aberta e ainda fala “se olhar feio toma outro”.

Meu irmão, nessa vida de PM há mais tempo que eu, já me passou vários sermões e conselhos sobre deslocamento, afinal, pra trabalhar atualmente eu viajo uns 150 km e não ando armado.

Fato foi que eu nunca precisei pegar carona. Em um post anterior (aqui) já havia mencionado sobre, mas agora foi o chute no balde.

Mas vamos à história né? Pra começar dei de cara com um motorista caxias que não queria dar carona porque o bus tava cheio (feriado é foda) e não podia ir de pé na frente pois se o fiscal pegasse ele tava fu. Só que se eu perdesse aquele bus quem tava fu era eu. Insisti e ele disse que me levava até a metade do caminho, num pedágio, e de lá eu poderia pegar carona. Fazer o que, fui. Só queeeeeeee…

Bring me Luck- O bus acaba de sair da rodoviária e um fiscal pede carona – e olha que coisa! Ele ia pro mesmo lugar que eu! (my luck 1 x 0 zica).

- Com isso o motorista (levemente contrariado, mas o fiscal era gente boa XD) teve que me levar até o ponto que eu geralmente desço. E cara, tava calor, e eu de farda, mochila e bolsa (voltando de férias, sacumé). Caramba, tava morto de sede, um refri caía de boa. Mas fala sério, quase 11 da noite, tudo que é coisa gostosa na geladeira do quartel já deveria ter acabado faz tempo. Cheguei lá, falei com a galera e: “Ô rapaz! Tá com calor? Tem Coca e sorvete na geladeira, vai lá.” (my luck 2 x 0 zica).

- O dia transcorreu normal, teve uma ocorrência só e de boa. Como é fds, dá pra dormir e ficar de uniforme de educação física o dia todo (my luck 3 x 0 zica).

- Aí o sargento me chamou e falou que vai me mudar de turno. Ou seja, não estou mais de serviço, posso ir embora! (my luck 4 x 0 zica).

- De quebra consegui trocar serviço com um camarada no feriado. Ou seja,  na volta vou trabalhar dois dias e folgar quatro, passar a semana toda em casa (my luck 5 x 0 zica).

- Só que eu não sabia horário de bus pra ir embora naquela hora (5 da tarde). Fui de cara e peguei o das 5, mas quando cheguei na rodô o último bus pra minha cidade tinha saído há uma hora… (my luck 5 x 1 zica).

- Corri os guichês e tava foda. Só tinha ônibus 8 da noite, e pra uma cidade mais de 150 km longe de casa (mas que me colocava em linha reta com minha cidade). Pensei: vou pra lá, depois torço pra ter outro bus na rodô pra onde eu vou (my luck cobrando escanteio).

- Meio perdido (afinal nunca tinha feito aquele caminho, ainda mais deGood luck noite), já tava vendo que não ia ter bus na rodô, afinal já tava tarde. Pra variar o motorista não era muito de dar informação ou era meio chato mesmo. Acontece que tinha um policial no ônibus que puxou conversa e falou: faz o seguinte, não entra na cidade, pára no pedágio e pega uma carona. Pensei comigo, nunca peguei carona, comofaz? Claro, não perguntei. Desci no pedágio (my luck preparou, chutou).

- Olhei de um lado, nada de carros. Fui até uma mocinha de uniforme e ela me instruiu a atravessar os guichês até o lado em que a rodovia voltava. Olhei pro fundo, na escuridão, nenhum carro vindo. Os que vinham passavam vazado no Sem Parar. Pensei: eta nóis… Lembrei de uma vez que passei no pedágio, quando ainda era civil, e não dei carona pra uma policial (se bem porque eu nem tinha visto…). Pois é, as coisas voltam. (a bola sobe, vai cair na área, vários jogadores esperando…).

- Minha cidade estava a uns 100 km, três cidades no meio. A chance de achar alguém indo exatamente pra minha cidade existia, mas o movimento tava beeeem fraco. Fui andando e, na terceira cabine, tinha um carro sendo liberado. Um cara dentro apenas. Olhei meio sem jeito, e o cara me viu, esfregou os olhos e me chamou. Olhei e quase não acreditei, Não é que era um antigo amigo de escola! (my luck mata no peito, faz o voleio num zagueiro, caneta no outro, chapela o goleiro e manda de bicicleta – 6 x 1 zica).

Peraê, acho que vocês não entenderam direito. Vou falar de novo: O ÚNICO CARRO ÀS 22H00 EM UM PEDÁGIO NUMA RODOVIA GIGANTE QUE CRUZA O ESTADO DE SÃO PAULO ERA O DE UM ANTIGO AMIGO DE ESCOLA QUE EU NÃO VIA HÁ MAIS DE 10 ANOS E QUE ESTAVA VOLTANDO DO MATO GROSSO E INDO PRA MINHA CIDADE! (replay do gol, entrevista com o atacante, mostra a arquibancada fazendo “ola”).

- O cara tava voltando de Sampa, que por sua vez tinha voltado do Mato Grosso (!!) e tava indo embora pra minha cidade (7 x 1). E  ele ainda fala que nunca dava carona! A gente voltou falando que nem muleke, ele contando da vida, casado, filho de sete anos e eu contando de ser bombeiro e tudo mais. Como a galera se dispersou, calvície, bons negócios e todas essas coisas.

Chegando, ele me deixou na esquina de casa. Na melhor das hipóteses, vindo de ônibus, teria que pegar mais um circular ainda (8 x 1).

Por fim, o que eu digo: eu não reclamo dos momentos ruins. Problemas e perrengues todos passamos, mas é preciso saber ver quando a sorte (ou qualquer coisa que você queira chamar) te manda pra frente e te ajuda a sair do buraco.

Giving Four Leaf Clover





De volta a velhos hábitos

29 10 2009

Voltando a ver/ouvir coisa boa. Claro que minha irmã continua achando que não passa de barulheira infernal descoordenada e impossível de ouvir.

Outro vídeo, com a letra. Bem mais legalzinho do que pareceu inicialmente.





“Adoecido”

23 10 2009

Sofrendo de “síndrome do brinquedo novo”. Por favor perdoem a minha ausência.

1

Retorno em alguns dias.





Meu presente pra mim mesmo

15 10 2009

Certo, não aguentei esperar. Liga daqui, liga acolá, planeja, faz as contas pá! O que era pro aniversário chega no dia das crianças.

A idéia me ocorreu a pouco mais de um mês, e inicialmente viria na forma de um peugeot 206 preto. Desisti da idéia porque já havia adotado o paliozinho da minha mãe e ia acabar morrendo de pagar as contas dos dois.

Logo…

kawasakiTer um carro e uma moto já é um esquema mais inteligente do que ter dois carros (e bem mais em conta!).

O modelo Ninja 250cc agora é fabricado na Zona Franca de Manaus, o que barateou muito os custos do que antes poderia ser chamado apenas de sonho de consumo. De quebra ainda peguei um capacete e uma jaqueta

Nunca fui muito fã de motos, e depois que me tornei bombeiro, ter pego alguns motociclistas acidentados não ajudou muito. Mas nunca desgostei também, e vi que o que eu tinha era um receio besta, coisa que eu precisava vencer. E além do mais, é uma coisa viciante demais pra não gostar.

Só lamento não ter encontrado meu antigo vizinho (e ainda melhor amigo) pra contar a novidade e finalmente fundarmos nosso próprio motoclube. Mas beleza, eu ainda acho ele.

Agradecimentos especiais ao Zé (sim, cunhado tambem é da família) que me ajudou a ir buscar a máquina e deu apoio logístico pra operação. Vlw!





Seguindo a linha tracejada

1 10 2009

Sempre fico melancólico quando estou viajando. A paisagem, a linha intermitente (ou não, em alguns pontos), o contraste do verde com o asfalto, a impressão constante de que o que está longe não chega, e de que o que está perto passa rápido demais. A impressão de que tudo se acalma quando olho pra cima mas, na verdade, ao fazer isso estou deixando as coisas passarem sem eu perceber.

rod (13)Uma vez ela me disse sobre como algo extremamente usado/idolatrado/cobiçado pode ganhar vida e tornar-se uma divindade (vide Neil Gaiman em Deuses Americanos, creio eu), como acontece com as estradas, internet e sexo.

Pensei sobre essa teoria por algum tempo, enquanto me deslocava pra lá e pra cá, principalmente. Cada um destes exemplos tem algum tipo de influência pra mais ou pra menos na vida de todas as pessoas, pelo exposição diária ou por serem dependentes dos mesmos. No quanto você faz parte de uma coisa maior, e essa coisa maior, por sua vez, tem você como parte. E por coisa maior  me refiro a algo criado pelo homem. No meu caso, fiquemos com as estradas . Já pensou em qual é o seu?.





Time to face some old fears

27 09 2009

Tem coisas que eu fico protelando desde não sei quando. Coisas que eu julgo ter medo. Uma vez disse a ela sobre medo e sobre como ele te protege, mas te incapacita de crescer. Pois bem, tá na hora de colocar o tudo isso de lado e dar um passo à frente.

Meu presente de Natal deste ano (de mim pra mim mesmo, claro) vai ser… (conclui em Dezembro).





Points of Advice

16 09 2009

Inevitável, andando pra cima e pra baixo acabo encontrando colegas de serviço, mesmo que não sejam da mesma força. E, por incrível que pareça, todos sempre possuem conselhos interessantes para compartilhar.

Conselhos sobre o que fazer, sobre o que não fazer, sobre como fazer e sobre como não fazer. Conselhos inclusive sobre o que fazer quando fizer algo que não deveria ter feito.

Me espanto com a boa vontade deles de compartilharem suas experiências ruins de modo a que não se repitam com um mero recruta, assim como de passarem o que fizeram de bom e que vale a pena ser repetido.

Otra faceta da minha sorte, talvez.





Sweet Lady Luck

12 09 2009

(ou: Breve Tratado Sobre Minha Sorte de Viajante)

Outro dia estava pensando sobre como os eventos agem sobre minha vida. Quer dizer, nos últimos meses trabalhei nas duas pontas do Estado, vivo viajando e debuspendendo de horários mas, incrivelmente, nunca me atrasei ou me perdi. Mesmo quando estava indo pela primeira vez a um lugar, mesmo sem checar o google maps e mesmo, tristemente, sem minha navegadora. Até mesmo quando resolvi fazer rotas experimentais as coisas deram certo.

Expandindo um pouco, falei com um amigo de escola e ele acabou tendo que ir trabalhar em um lugar longínquo, bem fora de mão.

Em conjunto também somo diversos fatores que aconteceram e pessoas que conheci. Uma combinação peculiar e randômica de eventos incrivelmente (ou estranhamente) felizes e propícios.

Anyway, o que quero dizer é: será que tudo isso é pra compensar alguma coisa?





Retorno do Exílio

3 09 2009

Nem sei ao certo quanto tempo faz, mas faz tempo. Mais de um ano talvez. E muita coisa acontece em um ano. Claro que não vou falar de tudo isso aqui, vou apenas dizer que voltei – e lógico, voltando eu conto tudo o que aconteceu. Ou não.





Meu problema com as caçambas

30 04 2008

É muito simples, elas estão lá fora, por todo lado e cheias de entulho, ameaçadoramente apontando na direção do meu estimado carrinho. Devem pesar toneladas e uma pancada nelas reduziria o pobre palio a uma sanfona de aço retorcido (comigo dentro).

Claro, elas não vão bater em mim, mas eu acho uma irresponsabilidade do caralho deixar essas merdas na rua. Já li em algum lugar que o correto é colocá-las em cima da calçada, e não de qualquer jeito como ficam. Outro dia fui estava dirigindo e havia uma de cada lado, ambas “de quina” pro meio da rua. Ah, tem dó vai. Já não basta sonhar de vez em quando que eu virei paçoca colidindo com uma, ainda tem que ficar no pânico por causa de relaxo dos outros.

Fica aqui o meu protesto: não sou contra obra, não sou contra a sugeira mas EU MORRO DE MEDO DESSAS MERDAS, então, por favor, coloquem-nas de forma correta em cima da calçada, bem ajeitadinas. Obrigado, menos um esquizofrênico no mundo.

As piores são aquelas todas amassadas e com a tinta raspada. Dessas eu tenho MUITO MEDO. Elas já devem ser veteranas de colisões.





First, the first.

8 04 2008

Este deveria ser apenas um texto inicial. Deveria, deve e vai ser. Portanto, ele é um texto inicial, sem nehum conteúdo a não ser dizer que é um texto inicial.

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E assim ele cumpriu seu papel.