Lacrados no interior de uma caixa láááááááá no quartinho dos fundos, estão os que um dia já foram o maior tesouro da minha vida de adolescente. Sei não, mas acho que estes vou guardar pro resto da vida. Comprei-os durante um campeonato de in-line hockey na cidade de Boituva/SP e depois disto eles meio que se tornaram uma extenção do meu corpo – e confesso que eu nunca fui um patinador nota 10, no máximo 8.5, mas dava pro gasto.
Apenas pra lembrar, teve uma vez em um campeonato em Leme/SP em que eu corri muito pela lateral da quadra, consegui deixar 3 do outro time pra trás e ia fazer um lançamento livre perfeito. A torcida tava pé acompanhando aquele que ia ser “o” lance do jogo, mas aí o 4º deles veio de encontro e… bom, eu me lembro de ter visto os patins (com meus pés dentro) passando por cima da minha cabeça antes de ser arrastado semi-consciente pra fora da quadra pelo goleiro do nosso time. Tá certo que eu descontei a porrada depois e o cara também deu uma “voltinha na roda gigante”. E a propósito, voltei lá e fiz aquele gol.
Agradeço a eles a cicatriz do meu braço esquerdo, charmosa que ela só. Agradeço por calçar 38 naquela época e continuar calçando 38 até hoje por causa deles. Agradeço à tia da loja de concertos em couro que conseguiu concertá-lo quando ele rasgou em cima, num daqueles anéis de passar o cadarço. Agradeço à minha irmã, que me deu os adesivos de coiote e papa-léguas, agradeço a todos que gostaram dos Mimic’s in Black nos EIRPG da vida e agradeço à Borbolla por me fazer procurá-los, porque estavam na caixa de coisas que minha mãe ia acabar jogando fora!
Pois é, saudade dos tempos que não voltam mais. Ou será que voltam?


